Os termos que aparecem no dia a dia de quem toca gestão de pessoas, saúde e segurança, explicados de forma direta. 51 verbetes.
Desempenho e desenvolvimento
Gestão de desempenhoPerformance
Ciclo contínuo de combinar o que se espera, acompanhar ao longo do período, avaliar com critério e transformar o resultado em desenvolvimento. A avaliação é uma etapa dele, não o processo inteiro.
No mercado brasileiro o termo circula em português e em inglês, como gestão de performance, e nomeiam a mesma coisa. Quando alguém diz que vai "fazer performance", em geral está falando do ciclo, e não só da nota.
O que separa um ciclo que funciona de um que vira burocracia é o que acontece depois da nota: se ela vira plano com responsável e prazo, o ciclo se sustenta; se vira relatório arquivado, a rodada seguinte tem menos adesão.
Ciclo de avaliação em que a mesma pessoa é avaliada por várias perspectivas: gestor, pares, liderados e ela própria, sobre o mesmo conjunto de competências.
O nome vem da ideia de olhar de todos os lados. A 90° tem só o gestor; a 180° soma a autoavaliação; a 360° acrescenta quem trabalha ao lado e abaixo. É a única configuração que enxerga comportamento lateral, que o chefe muitas vezes não observa.
Matriz de nove quadrantes que cruza duas dimensões: desempenho apresentado e potencial percebido. Cada pessoa é posicionada em um quadrante, e a leitura orienta decisões de desenvolvimento, sucessão e retenção.
O erro comum é tratar o quadrante como rótulo permanente. A posição descreve um momento e depende de a régua ter sido a mesma para toda a empresa, o que só a calibração garante.
Reunião em que gestores de mesmo nível comparam as avaliações que fizeram e alinham o significado da escala antes de o resultado ser considerado final.
Existe porque pessoas diferentes usam a mesma escala de forma diferente: um gestor reserva a nota máxima para o excepcional, outro a dá para quem entrega o combinado. Sem calibração, comparar notas entre times produz injustiça e destrói a credibilidade do ciclo.
PDIPlano de Desenvolvimento Individual
Acordo entre colaborador e gestor sobre o que será desenvolvido, como e até quando. Transforma o resultado de uma avaliação em ações concretas, com responsável e prazo.
Um PDI útil tem poucas frentes, ações escritas com verbo e prazo, e uma evidência que diz o que existirá no mundo quando estiver concluído. Sem isso vira lista de intenções revisitada uma vez por ano.
Distância entre o nível de competência que a função exige e o nível que a pessoa apresenta hoje.
É a entrada natural de um plano de desenvolvimento: em vez de escolher tema por intuição, o plano trata o que a avaliação apontou. Gap negativo grande em muitas pessoas da mesma função costuma indicar problema de seleção ou de treinamento, não de indivíduo.
OKRObjectives and Key Results
Método de definição de metas que separa o objetivo, escrito em linguagem qualitativa e inspiradora, dos resultados-chave, que são medidas numéricas de que o objetivo foi alcançado.
Um objetivo costuma ter de dois a cinco resultados-chave. A diferença para uma meta tradicional é a cadência curta, normalmente trimestral, e a expectativa de que nem tudo será atingido: OKR ambicioso serve para direcionar esforço, não para calcular bônus.
Mapeamento de quem pode assumir cada posição crítica da empresa e em quanto tempo estaria pronto para isso.
Responde a uma pergunta que costuma aparecer no pior momento: o que acontece se essa pessoa sair amanhã. Sem plano, a empresa descobre a resposta no dia em que precisa dela, e recorre ao mercado com pressa e custo alto.
Caminhos possíveis a partir de um cargo, com as competências exigidas em cada passo.
Olha da pessoa para cima: para onde ela pode ir. O plano de sucessão olha da posição para baixo: quem pode ocupá-la. Os dois usam a mesma base de competências, e por isso costumam viver no mesmo lugar.
1:1One-on-one
Conversa individual e recorrente entre gestor e liderado, com pauta do liderado, dedicada a acompanhamento, obstáculos e desenvolvimento.
Não é reunião de status de tarefa. Quando vira, o espaço de conversa sobre carreira desaparece, e o feedback volta a ser concentrado no ciclo anual.
Matriz de competências
Tabela que relaciona cargos ou funções às competências exigidas em cada um, com o nível esperado para cada competência. É a referência comum a partir da qual se compara o que o cargo pede com o que a pessoa entrega.
Sem ela, cada gestor define competência do próprio jeito, e comparar pessoas de áreas diferentes deixa de fazer sentido. O gap de competência só existe porque a matriz definiu antes o que era esperado.
Prática de dar retorno sobre desempenho de forma frequente e próxima do momento em que o comportamento aconteceu. Se opõe a concentrar toda a devolutiva no ciclo anual de avaliação.
A diferença não é só frequência, é oportunidade: feedback dado semanas depois do fato perde a chance de corrigir o comportamento a tempo. Feedback contínuo não substitui a avaliação formal; alimenta ela com registro do que já foi conversado ao longo do período.
Processo de identificar quais capacitações a empresa precisa oferecer, a partir das exigências das funções, dos riscos da operação e das lacunas apuradas nas avaliações.
É o que separa um plano anual de treinamento de uma agenda de cursos escolhidos por disponibilidade de fornecedor. O resultado do LNT alimenta a matriz de treinamento.
Matriz de treinamento
Tabela que relaciona funções e treinamentos obrigatórios, definindo quem precisa fazer o quê e com que periodicidade.
Quando a matriz é mantida no sistema e ligada ao cadastro de pessoas, quem muda de função herda automaticamente as exigências da função nova. Em planilha, essa atualização depende de alguém lembrar.
Repetição periódica de um treinamento cuja validade expira, para manter a capacitação vigente.
Vários treinamentos de segurança do trabalho têm validade definida por norma. O controle é por pessoa e por treinamento, não por turma: duas pessoas da mesma turma podem ter vencimentos diferentes se uma delas fez a formação antes.
Evidência de treinamento
Registro que comprova que a capacitação aconteceu: lista de presença assinada, conteúdo aplicado, carga horária, instrutor e certificado emitido.
É a parte que costuma faltar numa fiscalização. Não porque o treinamento não tenha ocorrido, mas porque a prova está espalhada entre papel, pasta compartilhada e planilha, e não se reconstrói na hora.
Educação corporativa
Conjunto das ações de aprendizagem que a empresa oferece de forma organizada e contínua: treinamentos obrigatórios, capacitação técnica, desenvolvimento de liderança e trilhas por função.
A diferença para treinamento avulso é a intenção de sistema. Educação corporativa parte de uma lacuna identificada, define trilha por função ou risco, e acompanha se a pessoa concluiu e se aquilo mudou alguma coisa no trabalho.
Boa parte dela existe por obrigação legal, e nesse caso o que importa tanto quanto o conteúdo é a evidência: quem foi treinado, em quê, quando e com qual carga horária.
Processo estruturado de integração de uma pessoa recém-contratada, do fechamento do contrato aos primeiros meses de trabalho. Cobre acesso, informação e acompanhamento, e não se resume à recepção do primeiro dia.
O erro mais comum é concentrar tudo nesse primeiro dia e deixar o restante como responsabilidade difusa do gestor. Onboarding que funciona tem dono e data para cada etapa, do período anterior à chegada aos marcos de acompanhamento que seguem depois dele.
Disposição de investir esforço discricionário no trabalho: o que a pessoa faz além do que seria cobrado dela, porque se importa com o resultado.
Não é o mesmo que satisfação nem que clima. Clima descreve como a empresa funciona; satisfação descreve como a pessoa se sente com o que recebe; engajamento descreve o que ela entrega quando ninguém está olhando. Dá para ter clima bom e engajamento baixo, e o contrário também.
Por ser comportamento, não se mede por uma pergunta só. Costuma ser lido pelo cruzamento de pesquisa, participação em iniciativas, permanência e movimentação interna.
Indicador de lealdade criado para clientes: numa escala de 0 a 10, o quanto a pessoa recomendaria a empresa ou o produto a alguém próximo. De 9 a 10 é promotor, de 7 a 8 é neutro, de 0 a 6 é detrator, e o índice é a diferença entre as duas pontas, de -100 a 100.
Os neutros somem da subtração, o que faz o mesmo índice descrever situações opostas: uma base morna e estável e outra partida entre entusiastas e insatisfeitos podem dar o mesmo número. Guardar a distribuição dos três grupos custa nada e responde o que o índice sozinho não responde.
Não confundir com o eNPS. A conta é idêntica; o que muda é a quem se pergunta, e com isso o risco de responder com franqueza, o tamanho da amostra e a relação de poder entre quem responde e quem lê.
Indicador derivado de uma única pergunta: o quanto a pessoa recomendaria a empresa como lugar para trabalhar, numa escala de 0 a 10.
Quem responde de 9 a 10 é promotor, de 7 a 8 é neutro, de 0 a 6 é detrator. O índice é a diferença entre a proporção de promotores e a de detratores, e vai de -100 a 100. Serve para acompanhar tendência ao longo do tempo, não para diagnosticar causa.
Medição curta e frequente, com poucas perguntas, aplicada para acompanhar variação em vez de tirar uma foto anual.
A pesquisa anual mostra estado; o pulso mostra movimento. Uma queda sustentada por semanas num setor específico é acionável de um jeito que um número baixo isolado não é.
Característica da organização do trabalho capaz de causar dano à saúde: carga incompatível com o tempo, baixa autonomia, falta de clareza de papel, relações de trabalho deterioradas, insegurança quanto ao vínculo.
O objeto da análise é o trabalho, não o estado emocional de quem trabalha. A distinção muda a medida: se a conclusão é que a equipe está estressada, a resposta vira palestra; se é que a equipe opera com prazo impossível e sem autonomia, a resposta vira mudança de processo.
Norma que estabelece as disposições gerais de segurança e saúde no trabalho e organiza o gerenciamento de riscos ocupacionais.
É a norma que define como identificar perigos, avaliar riscos, definir medidas de prevenção e documentar tudo isso. Os fatores de risco psicossocial passaram a integrar esse gerenciamento, e não um programa paralelo.
Processo contínuo de identificar perigos, avaliar riscos, implantar medidas de prevenção e acompanhar sua eficácia.
É o processo; o PGR é o documento que registra o processo. Confundir os dois leva a tratar a exigência como produção de um arquivo, em vez de rotina de gestão.
PGRPrograma de Gerenciamento de Riscos
Documento que reúne o inventário de riscos da empresa e o plano de ação correspondente, com responsável, prazo e verificação.
Não é peça produzida uma vez e arquivada: acompanha mudança de processo, de layout, de função e de quadro. Um PGR que não muda há anos numa operação que mudou é sinal de que virou formalidade.
Perigo e risco
Perigo é a fonte com potencial de causar dano. Risco é a combinação da probabilidade de o dano ocorrer com a gravidade que teria.
A distinção orienta a ação: o perigo se elimina quando possível; o risco se reduz quando o perigo não pode ser eliminado. Uma escada é um perigo; cair dela, com que chance e que consequência, é o risco.
EPIEquipamento de Proteção Individual
Dispositivo de uso individual destinado a proteger contra riscos que ameaçam a segurança e a saúde no trabalho.
Na hierarquia de prevenção, é a última medida, adotada quando não foi possível eliminar o perigo nem controlá-lo na fonte ou por medidas administrativas. O controle envolve entrega registrada, treinamento de uso, validade e substituição.
ASOAtestado de Saúde Ocupacional
Documento emitido após exame médico ocupacional que registra a aptidão da pessoa para a função, considerando os riscos a que ela está exposta.
Está ligado à função: mudança de função com exposição diferente costuma exigir novo exame. O controle de validade por pessoa é o que evita que alguém siga trabalhando com atestado vencido.
CIPAComissão Interna de Prevenção de Acidentes
Comissão formada por representantes do empregador e dos empregados, com atribuições de prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.
As atribuições passaram a incluir a prevenção e o combate ao assédio sexual e às demais formas de violência no trabalho, o que aproximou a comissão de temas que antes ficavam só com RH e compliance.
SIPATSemana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho
Semana de atividades dedicada a sensibilizar os colaboradores sobre prevenção de acidentes e promoção da saúde no trabalho. É geralmente organizada com participação da CIPA.
O valor está no que fica depois da semana, não durante ela. Palestra e dinâmica pontuais mudam pouco se não vierem ligadas às ações sobre os riscos já identificados na operação; tratada como evento isolado, vira formalidade anual.
Norma internacional voltada à gestão de riscos psicossociais no trabalho. Traz diretrizes sobre como identificar fatores como carga, autonomia e relações de trabalho, e como tratá-los dentro de um sistema de saúde e segurança já existente.
Ela não substitui a legislação de cada país: funciona como referência de boas práticas que a empresa pode adotar de forma voluntária, ao lado das exigências legais aplicáveis. Empresas que já gerenciam risco psicossocial por exigência normativa local costumam usar a ISO 45003 como estrutura complementar.
Documento pelo qual a empresa comunica formalmente ao colaborador os riscos da função que ele exerce. Registra também as medidas de prevenção que a pessoa deve seguir.
É registro individual, não corporativo: cada função tem a própria ordem de serviço, e mudança de função ou de risco exige nova emissão. Sem esse registro assinado, a empresa perde a prova de que informou a pessoa sobre o risco antes de expô-la a ele.
Meio pelo qual uma pessoa relata conduta irregular, com procedimento definido de recebimento, apuração, decisão e retorno.
A obrigação não se cumpre com a existência do canal, e sim com o procedimento por trás dele. Canal sem regra de impedimento, sem prazo e sem proteção contra retaliação produz passivo em vez de proteção.
No relato anônimo, nem a empresa sabe quem relatou. No confidencial, a pessoa se identifica e a empresa se compromete a restringir o acesso a essa informação.
A diferença muda o que a apuração alcança: o anônimo protege mais e limita a investigação; o confidencial permite aprofundar e exige uma promessa que precisa ser efetivamente cumprida.
Trilha de auditoria
Registro de quem fez o quê, quando e a partir de onde, dentro de um sistema.
É o que permite responder, meses depois, quem acessou um relato sensível ou quem alterou uma nota de avaliação. Sem trilha, a resposta a esse tipo de pergunta é uma suposição.
LGPDLei Geral de Proteção de Dados
Lei que disciplina o tratamento de dados pessoais no Brasil, incluindo os dados dos colaboradores.
No RH ela alcança quase tudo: avaliação, saúde ocupacional, relato de denúncia, pesquisa de clima. Dados sobre saúde e sobre convicção recebem proteção reforçada, o que na prática significa acesso restrito, prazo de retenção definido e cuidado com exportação de relatório.
Assédio moral
Conduta repetitiva que expõe uma pessoa a situação humilhante ou constrangedora no ambiente de trabalho. Desestabiliza a posição da pessoa e a relação dela com colegas e gestores.
A repetição é o que distingue o padrão de um conflito pontual ou de um feedback duro isolado, por mais desconfortável que este tenha sido. Cabe à empresa manter um canal para relatar a conduta e um procedimento de apuração; cabe às áreas técnicas e jurídicas competentes avaliar cada caso concreto.
Conjunto de práticas pelas quais a empresa organiza sua rotina de RH para operar dentro do que a legislação trabalhista exige. Envolve processo definido, responsável por cada etapa e registro do que foi feito.
Não é um departamento nem um documento único: aparece na forma como a empresa contrata, documenta jornada, mantém treinamento em dia e guarda evidência de cada etapa. Tratar compliance como reação a uma fiscalização, e não como rotina contínua, costuma custar mais caro quando o problema finalmente aparece.
Atração e indicadores
AdmissãoAdmissão digital
Etapa que formaliza a contratação depois do aceite da proposta: coleta de documentos, assinatura do contrato, exames e registro do vínculo. É o que transforma um candidato aprovado em pessoa contratada.
Admissão digital é a mesma etapa com os documentos enviados e assinados pela própria pessoa, antes do primeiro dia. Encurta o prazo, reduz retrabalho de digitação e deixa registro de consentimento e de quem acessou cada documento, o que a LGPD exige.
Não confundir com onboarding. A admissão trata do vínculo e dos papéis; o onboarding trata da integração da pessoa ao time e ao trabalho, e continua depois que a papelada terminou.
Sequência de etapas pelas quais um candidato passa, da inscrição à contratação, com a posição de cada pessoa visível em cada etapa.
A leitura útil não é quantos candidatos existem, e sim onde eles param. Concentração numa etapa costuma indicar gargalo de agenda ou critério mal definido, não falta de candidato.
Base de candidatos que participaram de processos anteriores e podem ser considerados em vagas futuras.
Só tem valor se for pesquisável por critério e se o consentimento para manter o dado estiver registrado. Currículo guardado sem base legal e sem prazo é passivo, não ativo.
TurnoverRotatividade
Proporção de pessoas que deixam a empresa em um período, em relação ao quadro médio do mesmo período.
O número isolado diz pouco. O que informa é a distribuição: turnover concentrado numa área, num gestor ou nos primeiros noventa dias aponta causas bem diferentes entre si.
Absenteísmo
Medida das ausências ao trabalho, geralmente expressa como proporção das horas previstas.
Costuma ser um dos primeiros sinais visíveis de problema de saúde ocupacional ou de clima, porque aparece antes do pedido de demissão e antes do afastamento formal.
OffboardingDesligamento
Processo estruturado de desligamento de um colaborador, cobrindo devolução de acesso e equipamento, transferência do que ela sabia para quem fica, e entrevista de desligamento. Existe para que a saída não deixe pendência solta nem informação perdida.
Costuma receber menos atenção que o onboarding, mas o custo de fazer mal é parecido. Acesso não revogado é risco de segurança, conhecimento não repassado é lacuna que só aparece meses depois, e entrevista de desligamento malfeita descarta a fonte mais honesta sobre por que as pessoas saem.
Documento que detalha as responsabilidades, os requisitos e as competências de uma posição. É usado tanto para abrir uma vaga quanto para avaliar quem já ocupa o cargo.
Descrição desatualizada é um problema recorrente: a vaga é aberta com um texto e o cargo, na prática, já mudou de escopo há tempos. O resultado é seleção de perfil que não corresponde à função real, e avaliação cobrando o que ela não exige mais.
Número de pessoas empregadas pela empresa em determinado momento, contadas por cabeça. A contagem não considera a carga horária de cada uma.
A confusão comum é tratar headcount como sinônimo de FTE, o equivalente em jornada integral. Duas pessoas em meio período somam dois no headcount, mas um no FTE, e orçamento de folha costuma seguir a régua do FTE, não a do headcount.
Período de experiênciaContrato de experiência
Intervalo combinado no contrato de trabalho durante o qual empresa e colaborador avaliam mutuamente se a relação deve continuar. Termina com a decisão de seguir ou encerrar o vínculo antes de ele assumir sua forma definitiva.
O erro comum é tratá-lo como formalidade e não usar esse tempo de fato. Sem avaliação registrada ao longo do período e sem decisão tomada com antecedência, a experiência termina do mesmo jeito que uma contratação qualquer.
Empresa cujo produto é software para processos de RH: seleção, avaliação, treinamento, clima, saúde e segurança, carreira. RH Tech é a forma em português de HR Tech, o termo usado no mercado global, e as duas nomeiam a mesma coisa.
O que delimita a categoria é o que ela não é. Consultoria vende análise e recomendação; BPO assume a operação no lugar da empresa; RH Tech entrega a ferramenta que o próprio RH opera. A distinção decide o que se está comprando e de quem é o trabalho depois da assinatura.
A categoria só passou a existir em escala quando o software virou serviço contratado pela área, e não projeto comprado pela TI. Isso deu autonomia ao RH e, junto, a responsabilidade de escolher, que antes era de outra pessoa.
Uso dos dados de pessoas para apoiar decisão: cruzar desempenho, clima, treinamento, saúde e movimentação para enxergar padrão que nenhum relatório isolado mostra.
Não é um relatório mais bonito. A diferença está em partir de uma pergunta de negócio, e não do dado disponível, e em ter uma base única, já que cruzar planilhas mantidas por áreas diferentes costuma produzir números que não batem.
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A maior parte destes termos vira tela na plataforma: matriz de treinamento, nine box, PDI, inventário de risco, canal de denúncias. Conte o que você precisa e a gente mostra.